quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Bruges - Páscoa 2012

Abril 2012

 Resolvemos ir visitar Brugges nas férias da Páscoa. Uma viagem que já queríamos ter feito, mas só a podemos fazer agora finalmente... Bruges é uma cidade medieval no nordeste da Bélgica, província de Flandres. É uma cidade muito bem preservada e o centro histórico de Bruges é, desde 2000, Património da Humanidade, por ser um "excelente exemplo de assentamento medieval" tendo mantido as suas características ao longo da história.
História gloriosa, aliás. Bruges foi centro comercial e industrial já no século XIII. A indústria têxtil estava nos seus primórdios, e Bruges produzia lã, estabelecendo contato comercial com a Inglaterra. As coisas foram correndo bem, e no fim século XV Bruges tinha o dobro de habitantes de Londres. Era rica e poderosa, cidades italianas como Florença e Génova tinham embaixadas comerciais por lá e o porto estava atulhado de navios com mercadorias de toda parte.Sim, Bruges tinha Porto!
O porto da cidade hoje fica um pouco longe de Bruges e foi construído só no século XIX! Nessa época, Bruges tinha ligação com o mar por um canal, o Zwin. Porém, o canal estagnou e perdeu o acesso ao mar durante o século XV, deixando Bruges isolada. O comércio parou, Antuérpia e o seu porto foram enriquecendo, e Bruges acabou tão estagnada quanto as águas que um dia a haviam ligado ao mar. E por uns 400 anos assim ficou.
Depois apareceu Waterloo, onde Napoleão perdeu a Guerra e que fica perto de Bruxelas, os turistas ingleses começaram a ir lá e passavam por Bruges. Até que houve um escritor publicou um romance, Bruges-la-Morte (Bruges, a morta), que acabou por ressuscitar a cidade como centro turístico e é do turismo a cidade vive hoje em dia.



Foram 4 dias muito bem passados nesta bela cidade com paisagens muito bonitas, com uma cidade limpa e cuidada, debaixo do clima invernal... Fizemos belas caminhadas pela cidade, visitando vários monumentos, um passeio de barco pelos canais de Bruges e uma subida ao The Belfry, com uma vista soberba sobre o a cidade e o The Markt (praça central), onde foi filmado o filme "In Brugge". E ainda uma volta de bike pela cidade no último dia Melhor não podia ser!!! Fica aqui algumas fotos para abrir o apetite.

 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Caminhos de Santiago 2012

Carnaval 2012
Eu e os meus 2 compinchas, o Carlos (Lota) e o Lopes (Lopeky) resolvemos fazer o Camiño Português de Santiago (o central), mas com as biclas de estrada. Com a saída prevista para Sábado, 18 de Fevereiro, bem cedo, surge o primeiro imprevisto, marcaram-me encontro de Desporto Escolar para essa manha e em Rates. Ficou a saída adiada para o final da manha, mas que foi inicio da tarde (13h). Marcado o encontro na bomba da Repsol da Maia, reuniu-se então ot rio Odemira... Partimos e lá fomos seguindo as setas amarelas, passamos por estradas que não conhecemos, mas que se revelaram uma bela surpresa, acima de tudo pelo pouco fluxo automóvel.
Paramos para a foto na ponte romana do Ave onde nos deslumbramos com a paisagem. Montamos nas "burras" e fizemo-nos ao caminho... Uma subidinha para aquecer e siga até Rates, onde supostamente deveríamos carimbar a credencial do peregrino. Mas como não estava lá ninguém, assim como no albergue, rumamos a Barcelos onde "almoçamos". Após uma ligeira refeição seguimos até Ponte de Lima. Passamos no albergue para carimbar a credencial e pedir informações para irmos para Rubiães, (houve também quem perguntasse se o albergue tinha cobertores... mas não tinha!!!), visto não termos as setinhas a indicar o caminho.  Sim, isto de vir por estrada tem muito que se lhe diga, certas alturas ficamos sem indicações e é seguir o instinto... ou não!!! Lá nos deram as indicações e voltamos ao caminho, mas o errado... Voltamos à ponte sobre o Lima e perguntamos a uns locais, que ainda nos baralharam mais. Como já estava a ficar tarde resolvemos ficar a dormir mesmo em Pte de Lima. Voltamos ao Albergue para tomar um banho bem
quente e deixarmos as nossas coisas, mas havia um problema, não tínhamos saco-cama... Liguei para o meu Tio Carlos, que lá nos emprestou um saco-cama e umas mantinhas para a malta se aquecer. Pedimos também uma dica para jantar e de preferência bem... La os indicou o Katequero, onde embrulhamos uma bela francesinha para retemperar as forças. Depois do jantar siga para o ninho que amanha esperam-nos 150km até Santiago...
Já foste...
                                                2º dia
Alvorada às 6h30... mais cedo um pouco devido ao barulho dos "vizinhos" e às 7h estávamos à procura de um café para tomar o pequeno almoço com um frio de rachar. O único aberto era o café central... Entramos e rapidamente tomamos o pequeno-almoço para nos fazermos à estrada... Subidinha para Rubiães, nada melhor para aquecer. Cada um no seu ritmo lá fomos subindo pedalada a pedalada. O ritmo estava
bom e até tempo havia uns telefonemas. Chegados ao Albergue de Rubiães depois de uma descida gelada, lá colocamos mais um carimbo na credencial. Siga para Valença com mais uma subidinha seguida de uma descida louca, onde o Lota ia "limpando" um carro tal era a velocidade que ía... Com o susto paramos e tomamos um cafezinho rápido para aquecer, estavamos já a 8km de Valença. Chegados a Valença ultima paragem em Portugal para um café e um doce :)

 Retomamos a viagem e passamos para Norte do rio Lima, entravamos em Espanha, mais precisamente em Tui. Voltamos-nos a perder, pois as setas indicavam um caminho de terra e para nós era impossível, e quando demos por ela estávamos na direção errada e já tínhamos feito uma dura subida... Volta para trás e lá nos encarreiramos novamente no caminho certo.
Tui
Paragem em Pontevedra
Saída de Pontevedra
Lá seguimos o caminho, e a chegar a Porriño a primeira baixa, o Lota ficava pelo caminho. Faltavam ainda 90km e estava eu e o Lopeky. Deixamos a mochila no carro, pois a Dulce apanhou-nos e fez-nos apoio (moral). Com um ritmo mais elevado lá fomos até Pontevedra, onde almoçamos num cafezito que por lá havia. 1hora depois voltávamos ao caminho e cada vez custava mais, estes últimos 56 km em estrada são muito duros, com várias subidas e as estradas são de loucos, com bastantes carros. A faltarem 15 km para o fim paramos numa fonte e arranjamos mais um parceiro para terminar a derradeira etapa, um ciclista local que nos ia dizendo o que por aí vinha... subida atrás de subida, mas que com o aproximar do termino já não custava tanto. Findas as subidas, heis que estamos a uns metros da Catedral, lá fomos passando pelas ruas estreitas que a circundam e lá demos de caras com a magnifica catedral de Santiago de Compostela... Está feito, valeu pelo esforço e um dia cá voltaremos... Foto da praxe e fomos à oficina do peregrino para encerrar oficialmente a nossa jornada. Depois de tomar um belíssimo banho quente e de descansarmos uma horita, fomos jantar... e que jantar!!! Para finalizar demos uma volta pela cidade e dormir, amanha voltamos para a terrinha...  

Grande peregrinação com 2 grandes amigos... Obrigado!!!






terça-feira, 23 de outubro de 2012

Aventuras pela Serra da Freita






Final dos 52km
Reforço ao km 60
Este ano estreei-me no trail running, a primeira prova foi a Geira Romana, no Gerês 52km em 5h44min. Correu bem, mas fui sempre a medo, pois o máximo que tinha corrido foi uma maratona. Ganhei-lhe o gosto e comecei a treinar para o próximo desafio que foi o Ultra trail Serra da Freita (UTSF) 70km de puro trail e loucura... Iniciei a prova com o meu amigo Pires, mas corridos 12km ele torceu o pé, mais tarde veio a saber-se que foi uma rotura nos ligamentos do pé. A partir daí atirei-me sozinho numa aventura na qual nunca mais via o fim :) Aos 40km ainda pensei em desistir mas com o apoio que tive da malta do reforço alimentar, retemperei as forças e lá continuei. só faltavam 30km para terminar (uiui). Depois de muita luta interna e com a preciosa companhia do Pedro Vieira, cheguei ao reforço dos 60km, e que bem me soube a bifana que nos foi entregue.Os seguintes 5km seriam uma subida quase interminável e já no meio da escuridão e... sem frontal!!! Pois é, fiz o resto da prova sem frontal. Depois de terminada a subida reforço dos 65km, uma passagem rápida, pois só faltavam 5km para o fim, mas ainda vinha a loucura da Frecha da Mizarela. Aquela descida louca, sem frontal e finalmente a subida, que tanto me custou da primeira vez e que desta vez passou bem rapidinho... Meta à vista e à minha espera a minha claque, a minha espoda (Dulce), a Catarina, o Tony e Olimpio. Ainda cheguei a tempo de receber o prémio do 1º lugar por equipas... Grande equipa Nel-Pédatleta que esteve de parabéns!!! Agora é pensar na bike...