quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Rapha Festive 500

Um ano depois volto a postar algo. Desculpem a minha ausência, mas não há tempo para tudo :D

Mais um desafio que me comprometi fazer este ano, visto que o ano passado não o consegui superar foi o Rapha Festive 500 no Strava, que consistia fazer 500km entre a véspera de Natal (24 Dezembro) e a véspera de Ano Novo (31 de Dezembro). Entre alguma ginástica nos horários e a paciência da minha mulher lá me fui esgueirando para ir fazendo uns quilómetros. No primeiro dia baldei-me ao treino depois de ter deixado pendurado o meu amigo Pedro Cordeiro. 

Dia 1

No dia de Natal fiz um treino na companhia dos amigos Nuno Maia e Pedro Cordeiro, foram os primeiros 72km deste desafio. Rumamos à barragem de Crestuma e regressamos por V.N. Gaia. Ainda vim pela marginal até Matosinhos e subi a Circunvalação no regresso a casa.



















Dia 2 

Segundo dia de desafio, na companhia do meu grande amigo Carlos (Lota) fizemos a nossa voltinha da praxe, voltinha pelo Aeroporto, Leça, Matosinhos, paragem para reabastecimento e regresso pelo Freixo. Deixei o Lota em casa e optei por fazer mais uns km fazendo a minha volta pequena pelos arredores da Maia.














Dia 3


No terceiro dia, o objetivo seria fazer 90km. Já saí tarde de casa e cheguei à Povoa de Varzim a fazer contas e a pensar que não iria conseguir, até que apanhei o comboio da malta da Ribeiro's Bikeshop e que me levaram a voar até Esposende. Paragem para obrigatória nas Clarinhas de Fão e regresso a casa. No final separei-me do grupo para fazer os 90km.
Mais um dia a pedalar com boas sensações apesar do treino até à data não ter sido feito de forma regular.


Dia 4 

Domingo, que seria o treino do Trio da Licra, os restantes dois elementos do grupo baldaram-se e lá fui sozinho fazer a minha volta por Sto Tirso. apanhei bastante vento e as pernas na subida do Aeródromo já não estavam a colaborar muito, ainda prolonguei a volta, mas por falta de tempo e também de pernas não deu para mais.















Dia 5 

Mais um dia, mais uma pedalada a solo e com bastante frio, mesmo para um treino feito da parte da tarde. Resolvi fazer o percurso pela Trofa e passar na ponte mágica em Vilarinho, que faz parte do Caminho de Santiago, onde parei para umas fotos. Paisagem bonita e tranquilizante que nos leva para bem longe da cidade. Já só faltam 145km... :D















Dia 6
Sexto dia, faltavam-me 145km e pensei em fazer 100km, para no dia seguinte fazer os últimos 45km, no ultimo dia do ano na companhia dos amigos, mas entusiasmei-me e acabei por fazer 154km. Fui até Viana do Castelo comer uma bola de Berlim ao Natário e regressei. No regresso ainda deu para ir à clinica Veterinária comprar o desparasitante para o meu gato Kiko :D Mais um dia em cima da bike e hoje foi dose, fiz media de 28km/h, que para sozinho e pelo momento de forma que estou é muito bom. 
                                   



Dia 7

Ultimo dia do desafio e já com os 500km cumpridos fui fazer um passeio com os amigos Pedro Cordeiro e Nuno Maia, pelos caminhos de Santiago. Iniciamos já fora da hora combinada, mas lá fomos em ritmo de passeio até ao Ponte mágica, em Vilarinho e rumo a S. Pedro de Rates. Paragem em Vila do Conde para abastecimento e regresso a casa a bom ritmo pois o tempo já apertava. Foi assim cumprido o desafio dos 500km, venham mais uns quantos, que quande se pedala por gosto, nunca nos cansamos :D 









FELIZ 2015!!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

BTT Aldeia do Pai Natal - Gralheira

21 de Dezembro 2014


Mais uma aventura com os amigos Lota e Lopeky. Desta vez convenci-os a ir fazer um Passeio de BTT pela aldeia do Natal, a Gralheira, bem pertinho de Cinfães. Resolvemos ir na véspera a seguir ao almoço e ir dormir à casa do Pinheiro. Se no Porto fazia frio, em Cinfães estava um gelo. Casa fechada, de pedra antiga já se está mesmo a ver. Mal chegamos acendemos logo a lareira da cozinha e a da sal, claro está. Aquecedores todos ligados nos quartos e vamos lá fazer o jantarinho para os atletas e respetivos acompanhantes, pela segunda vez o meu filhote me acompanha a uma prova :D 
No dia seguinte bem cedo acordamos e fomos tomar o pequeno almoço à vila debaixo de um frio invernal 2ºC bem bom para quem vai para o monte andar de bike...
Seguimos viagem pela serra do Montemuro até à Gralheira, viagem divinal e já deu para tirar umas ideias para uns passeio com a bike de roda fina. Chegados lá, segui-se a aventura de encontrar o secretariado, dizia eu "Tu queres ver que chegamos cedo demais e a malta do secretariado ainda não chegou?" Como é possível numa aldeia tão pequena nos desencontrarmos da zona do secretariado??? Passado um tempinho lá encontramos a malta toda, levantamos os dorsais e vestimo-nos a rigor para a prova/passeio. Enquanto esperávamos pela partida íamos observando as máquinas e os "charutos" que nos rodeavam e alguns artistas que iam demonstrando os seus dotes em cima da bike. Foi dada a partida com algum tempo de atraso e lá fomos rumo à exploração da linda Serra da Gralheira. A primeira parte do passeio foi algo serenaste, pois estava muita malta junta e como já estávamos há bastante tempo sem fazer BTT ainda demorou a ganhar novamente confiança em cima da bike. Mas com o tempo a confiança ía voltando e com tanta subida também íamos aquecendo. Paragem para abastecimento no cimo de uma subida que parecia interminável, mas com uma paisagem de tirar o fôlego...

Reunião do trio e resolvemos optar pelo percurso mais curto, pois a condição física e a destreza em cima da bike não era a melhor. Apesar de só termos feito 19km deu para conhecer esta belíssima serra com a promessa de lá voltar para desfrutar novamente daquelas paisagens e da tranquilidade que elas transmitem... Regresso a Cinfães, banho tomado e fomos almoçar às 15h, vá lá que arranjamos quem nos servisse...



















Até à próxima aventura...
Luís Costeira

domingo, 20 de outubro de 2013

Skyroad 2013

Lousã 13 de Outubro de 2013
Feita a inscrição e com um turbilhão de coisas novas a acontecer na minha vida, na véspera do evento liga-me o PP a perguntar se sempre ia participar na prova??? E eu respondo-lhe, "deixa ver como corre esta semana...", ao qual ele responde: "Oh pá! a prova é amanha...", jantei e lá me fiz à estrada, rumo à Lousã, para antes, ainda levantar os dorsais da grande equipa A2Z-Adventures... Chegado ao destino, precisei de um mapa, para encontrar o secretariado :) Depois de alguns minutos, para  levantar os dorsais e uma breve visita pela mini-feira, voltei à estrada para ir dormir ao "Palácio" do Mourão, na Ferraria de S. João. Coloquei as coordenadas no GPS e fui parar algures no meio de sei lá onde, isto 30min depois de ter saído da Lousã. Pelos vistos, as coordenadas não estavam bem e encontrava-me a 40 min do destino... arranquei, já não era cedo e, no dia seguinte, às 6h da matina estariamos a pé. Chegado a casa do Mourão, dois dedos de conversa e descansar que amanha vai ser a doer.
Alvorada às 6h da manha e depois do pequeno almoço rumamos para o ponto de encontro da equipa, junto à linha de partida. Distribuídos os dorsais, últimos preparativos e vamos para a partida... 1000 participantes aguardavam ansiosos pelo tiro de partida que foi dado às 8h00. Na retaguarda do pelotão seguiram alguns elementos da equipa e os mais preparados partiram um pouco mais à frente ganhando algumas posições. Segui com eles durante alguns km, mas depois descolei e fiz a prova no meu ritmo, desfrutando das belas paisagens e dos abastecimentos :) aproveitando também, para tirar umas fotos. No decorrer da prova ainda andei "encostado" aos atletas da Efapel que também iam a desfrutar da prova, parando por longos momentos nos abastecimentos. A minha condição física não era a melhor e nas subidas cedi um pouco. Fui guardando algumas energias até Castanheira de Pêra onde surgia a última subida que foi feita a um bom ritmo e onde tive boas sensações. 13km de subida e seguia-se uma longa descida de quase 20km, que foi feita a um ritmo elevado com alguns companheiros de prova. A descida tinha alguns sitios perigosos e com os carros a fazerem a subida (em sentido contrário) podiam ter sucedido alguns acidentes, mas tudo correu bem. Última curva, bem apertada, e meta à vista, sem sprint e feita com muita tranquilidade...
Seguiu-se o banho e o repasto :) Para o ano há mais...

Video do evento aqui: http://www.youtube.com/watch?v=q9e0SA8jka4

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Camiño de Santiago 2013

Julho 2013

1º dia Maia-Ponte de Lima
Saímos de casa às 8:30h rumo a Santiago. 2 min depois estávamos parados porque a Bike do Pires estava com problemas nas mudança... Bom prenuncio:) seguimos viagem e a primeira paragem deu-se junto à ponte sobre o rio Ave para tirar umas fotos... De seguida veio a 1ª dificuldade uma bela subida e o Pirex só com a mudança maior (Talega) :) passada a dificuldade, prosseguimos a peregrinação e voltamos a parar em Rates para o segundo carimbo na credencial e tomar um café. Seguimos, sempre por caminhos e estradas secundarias, sempre atrás das seta amarelas. Paragem para o almoço, no Pedra Furada uns km antes de Barcelos onde "embrulhamos" uma sande de rojão acompanhada de uma coca-cola bem fresca. Mais um carimbo na nossa credencial... Em Barcelos paramos numa loja de bikes para arranjar a "burra" do Pires, sorte a dele que o
homem não lhe cobrou nada :) seguimos o nosso caminho e eis que encontramos um riacho, o Pires até se atirou pro chão tanta era a vontade de mergulhar ou então ficou louco com a sereia que lá se encontrava. Um mergulho para refrescar e... siga. Sempre por trilhos com algumas subidas e umas descidas loucas, uns tombos do Pires e lá chegamos a Ponte de Lima 4:55h depois, onde ficamos a desfrutar do rio, e nos arrependemos de não ter dado um mergulho em vez de ficarmos à espera que o albergue abrisse. Fizemos o "check in" e fomos arranjar o porta alforges do charuto do Pires, vamos ver como fica amanha:) Banho tomado, demos um passeio pela cidade e paramos numa esplanada a fazer horas para jantar. No final do dia procuramos um restaurante, River view onde não se comeu nada de especial e nada barato, o meu Tio Carlos ainda nos fez companhia no café. 21:45 siga pro albergue que fecha ás 22h, xonar porque amanha o dia é duro.



2º dia Ponte de Lima-Pontevedra
Alvorada às 7h e fomos tomar o pequeno almoco, ou tentamos, no café ao lado do albergue, mas estava um alvoroço que resolvemos ir ao café central, às 8h estávamos a sair de Pte de Lima. Inicio de jornada tranquilo, mal sabíamos o que aí vinha, mas isso é outra conversa. Começaram as subidas que iam aumentando de forma gradual, ao ponto de as bikes serem transportadas à mão... A subida da La Bruja é descomunal, muito íngreme e com muita pedra, mas lá chegamos ao topo, digno de foto e video. Alguns metros mais à frente encontramos uma Roulotte de um estrangeiro que nos salvou dando-nos água e também um belo carimbo. A roulotte estava imbuida num espirito de paz e harmonia, que transparecia no seu dono, tudo muito arranjado com um incenso a arder e com o necessário para os peregrinos menos prevenidos. Iniciada a descida e foi a festa, apesar de algumas partes mais técnicas deu para recuperar o fôlego. Seguiram-se mais umas quantas subidas e descidas e com uma paragem antes de chegar a Valença por causa dos alforges do Pires, mais uma vez.
Chegados a Valença entramos na muralha e entramos logo no 1º restaurante que apareceu pois a fome era negra, cometemos o erro de não termos feito uma paragem a meio da manha para nos alimentarmos e acusamos o esforço. Depois de um almoço reforçado e de uma paragem de 1h fizemo-nos ao caminho atravessando toda a muralha por ruelas e calçadas. Atravessamos a ponte e estávamos em España... Seguimos o caminho com mais subidas logo à entrada até à Catedral de Tui e depois uma descida, mas por escadas... A loucura!!!! Paramos mais à frente numa fonte pra nos refrescarmos pois estava na hora do calor... E não víamos ninguém a fazer os caminhos, só os doidos dos Tugas. Seguimos viagem, que viria a ser interminável com um sobe e desce constante, rampas bem inclinadas caminhos técnicos onde por vezes a bike ía à mão e a desmotivação a começar a
aparecer visto que Pontevedra teimava em não aparecer:( continuamos por caminhos bem sinuosos mas lá fomos indo na paz... Chegamos a Pontevedra, qual miragem no deserto... Para mal dos nossos pecados, o albergue estava cheio :( "Tienes un mas arriba" - Raina de la Paz - que ficava no cimo de uma colina... Bem era só mais esta subida e depois descanso, mas antes vamos jantar. Jantamos e arriba mais uma boa subida pra ir dormir. Lá encontramos o albergue onde estavam umas angolanas muito bem dispostas e preocupada com o nosso ressonar :) mas afinal quem ressonava eram elas... Mais tarde chegaram uns franceses que já estavam de volta pra Portugal e ainda nos deram umas dicas para o nosso regresso. Banho tomado, roupa lavada e siga dormir k é bem preciso recuperar...

Até amanha

















3ºdia PonteVedra-Santiago

Alvorada às 7:00h preparamos as burras e fomos ao centro da cidade tomar o pequeno almoço. Um café con leche e um bolico e o Pirex embrulha 3 rufadas :) fizemo-nos ao caminho, hoje mais bem tranquilo do que ontem, sempre a rolar com algumas subidas mas nada de especial comparado ao dia anterior.

Paragem na café Ponte romana em Padrón para o 2º pequeno almoço num sítio bastante engraçado. Prosseguimos a peregrinação onde íamos encontrando um grupo de escuteiros portugueses que se   espalhavam pelo caminho. Passamos em trilhos muito bonitos num sobe e desce constante, mas em que a beleza era tanta que nem os custou fazer. Paramos para almoço no Mesa de pedra restaurante medieval, se é que podemos chamar restaurante, tanta era a confusão naquele espaço... Comemos umas tostas com queijo e jamon acompanhado da bela coca-cola, e ainda comprei um regalo pra Du.

Depois de alguns km fizemos uma paragem na cafeteria em Ames onde embrulhamos um Aquarius e batata frita. 20min corridos e estávamos em Santiago, onde as setas foram desaparecendo mas lá demos com a Catedral. Fotos da praxe, oficina do peregrino para terminar a peregrinação e fomos beber para festejar a chegada. Depois fomos ao turismo pra procurar sítio pra dormir, tudo bem mais caro do que tínhamos pago até agora. Veio um sr. ter comnosco e por 30€ ficamos a dormir num "arranjo" com maquinas de lavar e secar, mto útil visto os nossos equipamentos cheirarem um pouco mal. Instalados lá tomamos banho e pusemos a roupa a lavar, ou melhor, tentamos por... Descansamos um pouco e fomos dar uma volta pela cidade. Encontramos um restaurante mas a vontade de comer era pouca tal era a minha indisposição. Espero que amanha esteja melhor para pedalar de regresso a casa.

Dia 4 Santiago-Pontevedra
Começa mais um dia com alvorada um pouco mais tarde 8h... A minha disposição ainda não era a melhor e no pequeno almoço só comi meia torrada acompanhada por uma meia de leite que deveria ter sido chá. Ultimas voltas por Santiago, o abraço a Santiago e rumamos a Portugal. O tempo não parecia muito amistoso e assim que saímos de Santiago tive que vestir o impermeável pois começava a chover. Estrada fora com um transito sempre a bombar, lá fomos descendo o caminho sempre acompanhados de aguaceiros. Ia sofrendo na Bike com dores de estômago e sem conseguir comer nada, a estrada sempre num sobe e desce aquilo a que chamamos rompe-pernas e a fadiga começa a aparecer. Paragem em Padrón para um chá e pra esperar k a chuva parasse. Continuamos a viagem mas as dores de estômago não paravam e a paisagem não ajudava nada a desanuviar a mente, para além de não conseguir ingerir nada solido. Tomei a decisão de ligar ao meu irmão para nos ir buscar a Pontevedra visto que não iria conseguir pedalar muito mais sem comer. Faltavam cerca de 15km e nova paragem para ida ao WC e comprar mais água, pareciam que esses km eram intermináveis. A chegarmos a Pontevedra o Pires diz-me k vai continuar, fico triste por um lado porque queria continuar também, mas feliz pela atitude de coragem deste companheiro que é um guerrreiro. Paramos em Pontevedra, aliviamos os alforges do Pires, visto que levou cerca de metade do apartamento, e ele seguiu viagem enquanto esperei pelo meu irmão, que tb não tardou em chegar. Deu-se assim por terminada a minha peregrinação, numa paragem forçada. Não será com certeza a ultima...

"Keep in touch..."
Luís Costeira