DESEJO A TODOS

UM NATAL MUITO FELIZ!!!
BOAS PEDALADAS!!!!
Sendo um amante de viagens e do desporto, este blog permite-me partilhar com o Mundo as minhas aventuras dentro e fora de portas.
A sua descoberta remonta ao século 15 (1470-1471) quando os
navegadores portugueses Pêro Escobar e João de Santarém desembarcaram
nas ilhas provavelmente desabitadas. Primeiro foi a ilha de S. Tomé, a
21 de Dezembro de 1470 e de seguida a ilha do Príncipe em 17 de
Janeiro de 1471. 
O ilheu dividide-se entre o Resort e uma pequena povoação local, com poucos habitantes com quem entramos em contacto logo no 1º dia, isto porque à saída do resort estão alguns "miúdos" à espera dos turistas para fazerem de guia. Nós tivemos o privilégio de ter 2, o Janu e o Artur, que nos fizeram uma visita guiada à ilha, tendo nós passado em praias paradisíacas, com paisagens belíssimas e como não podia deixar de ser fomos tirar uma foto na linha do Equador.
Neste dia resolvi fazer uma visita à terra que me viu crescer, Cinfães, mais precisamente, aldeia do Pinheiro. Como já tinha feito várias vezes pela marginal (Castelo de Paiva) e que já é um belo empeno, desta vez resolvi ir por Arouca, pois era um desafio maior. Saí bem cedo de casa e logo em Gaia, andei perdido à procura da N 222. 
Seguiram-se uns valentes km a subir e uma longa descida, com paisagens fantásticas. Comecei a ficar preocupado com tanta descida, pois antevia subidas por aí... Paragem no final da descida para umas fotos junto ao Rio Paiva e volto a montar na bicla para subir até Alvarenga, a primeira verdadeira contagem de montanha. No final da subida, voltei a perder-me e chegado a Alvarenga voltei a perguntar o caminho para Cinfães ao que responderam "isso sobe para car****! Mas vai ter que ir para trás!!". Com tudo isto, somam-se mais 10km, ao que deveria ter feito. Nova subida para a Nespereira, já um pouco fatigado e depois para terminar com a cereja no topo do bolo, a longa e durissima subida (7,2km) para o Pêso. Acho que nunca sofri tanto em cima da bike, quanto mais subia, mais inclinada parecia a subida, mas lá consegui atingir o topo. Aproveitei a descida para relaxar um pouco, embora fosse uma descida algo técnica, para preparar a ultima subida para o Pinheiro, que se revelou uma dureza, mas com a motivação da chegada, foi feita a um bom ritmo. ![]() |
| Kathmandu durbar square |
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| Pashupatinah Temple |
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| Boudhanath Temple |
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| Swayambhunath Temple |
Depois deste dias fomos para Pokhara, onde fizemos os primeiros 6 dias de Trekking, numa zona bem perto do Anaphurna. Foi uma experiência incrível, apesar do tempo não ser o melhor, mas vimos paisagens fantásticas. Durante todo o percurso fomos "atacados" por sanguessugas, algo que nos deixava sempre um pouco stressados e a chekar sempre se alguma nos tinha atacado. Valeram as paisagens para esquecer todo o resto... Neste trekking destacou-se o lodge de montanha, que era muito acolhedor e muito bem aquecido, pois lá em cima faz frio. Durante o percurso conhecemos uns franceses muito simpáticos com quem travamos conversa e viemos a saber que ela era descendente de portugueses. E aassim lá fomos matando saudades do nosso país e dos nossos costumes.
Voltamos a Kathmandu e no dia seguinte seguimos para norte, para fazer mais um treking (9 dias) pelo Langtang. A viagem para Dumche foi uma verdadeira aventura, especialmente os últimos km, em piso de terra, muito, mas muito agreste. Tivemos até que sair do autocarro tamanho foi o susto, mas fazia tudo parte da viagem. 95km e 9h depois chegávamos ao destino. No dia seguinte iniciamos o trekking e este foi bem mais duro que anterior, visto termos atingido os 4750mts de altitude e andarmos vários dias acima dos 3000mts, o que não ajuda muito devido à privação do oxigénio. Neste percurso aconteceu-nos uma peripécia, como andávamos a dormir por 5€ nos Lodges de montanha, heis-nos chegamos a Gosaikunda, onde haviam umas festividades e nos cobravam a módica quantia de 50€ pela dormida... Uma loucura... e agora o que fazer??? Já com 2h30 de caminho (sempre a subir), vamos seguir ou ficar??? Optamos por seguir, o que se revelou mais sensato, até porque ganhamos um dia, mas a descida até ao seguinte lodge revelou-se bem durinha. Continuamos a descer até que num dos lodges conhecemos o Hugo (Holandês) e o Jhua (Filandês), dois amigos que andavam em busca de aventura. Dois aventureiros muito relaxados e sem nada programado, como eles diziam "amanha logo se vê o que vamos fazer". Depois de muitas horas de conversa ficamos a saber a coragem e a uma perspectiva diferente de ver a vida... Vivem a vida com alegria desprendida de valores e dos costumes... Lá seguimos o caminho rumo a Kathmandu e no penúltimo dia, andamos debaixo de chuva umas 2h até ao lodge, foi o dia mais longo de trekking e onde apanhamos as piores condições meteorológicas.