quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dourogranfondo

Peso da Régua, Maio de 2015


Sábado 2 de Maio

Mais uma aventura de bike, desta vez acompanhado pelo meu amigo Pedro Cordeiro. Feita a inscrição, já há uns meses, dias antes, ainda estivemos na dúvida quanto à participação na prova, dada a previsão meteorológica para esse Domingo. Ultrapassada a incerteza, Sábado lá rumamos a Tabuaço, local onde pernoitamos. Fica desde já o agradecimento ao Eng Rui Antunes pela cedência da casa. Chegados a Tabuaço, arrumamos as tralhas e fomos jantar ao Restaurante Tábua D'Aço, onde fomos muito bem recebidos, ambiente muito simpático e acolhedor. O logotipo da Sky, na t-shirt, chamou a atenção do Chef. Conversa puxa conversa e ficamos a saber que a Sky esteve a estagiar num hotel na Austria, propriedade desse mesmo Chef! Bons contactos que arranjamos :D. Assim, resolvemos seguir o conselho do Chef... uma massinha de atleta e com pena nossa, a tentação de"encher o bandulho", ficou para a próxima! Só posso dizer que foi a escolha acertada! Estava tudo muito bom! Terminado o jantar fomos para casa, fizemos os preparativos para a prova: escolher o equipamento mais adequado ao tempo, colocar os dorsais e confirmar todo o material. Não pode falhar nada! Feita a verificação... dormir.... que amanha vai doer...

Domingo, 3 de Maio



Dia D..., alvorada marcada para às 6h15.  O pequeno almoço, foi consistente, mas uma aventura para organizar... fez-nos falta o Chef... para nos orientar! Depois de muito procurar lá fizemos as nossas coisas, cada atleta com a sua especialidade :D. Últimos preparativos, arrumação do material e siga para a Régua. Chegados lá estacionamos no primeiro sitio que apareceu, um erro que mais tarde iríamos pagar.
Tiramos as bikes do carro, fizemos os últimos retoques e... Começa a chover, lá fomos até à partida e começou a loucura, era gente e mais gente, bikes fantásticas, equipamentos de todas as cores e mais algumas e até vi a Canyon que comprei, é TOP :D
Na partida os atletas foram divididos por "Boxes", eu fiquei na "C" e o Pedro na "D". Dada a partida às 9h05 começou a loucura, uns pareciam atrasados e com pressa de chegar, outros a "curtir" o momento e outros em "stress" (Pedro :)) pois era tanta gente, a estrada estava molhada e a chuva a ajudar. Os primeiros 15km foram uma loucura, sempre em grande velocidade e com a preocupação de guiar o Pedro pelo menos até à primeira subida, momento onde a corrida ficaria mais partida. Até lá ainda estivemos indecisos se iríamos fazer o Medio ou Granfondo, mas como somos guerreiros optamos pelo Grandfondo. Ainda antes da primeira subida para S. João da Pesqueira, encontrei um companheiro de equipa da A2Z-Adventures, o Domingos Lopes, e formou-se um grupinho à maneira, lá fomos subindo ao nosso ritmo, na amena cavaqueira e a desfrutar das fantásticas paisagens por onde íamos passando. Subida tranquila e sem grandes dificuldades chegamos ao 1º abastecimento e nem sabíamos por onde começar tanta era a variedade de alimentos. Feito o abastecimento seguiu-se uma descida até à barragem da Valeira, uma descida algo técnica e onde rapidamente se atingem altas velocidades, tivemos sorte pois o piso estava seco, mas mesmo assim e pelo relato de um companheiro que fez parte da subida com o grupo houve uma queda feia nessa descida. Rapidamente chegamos à barragem e claro está, tudo o que desce sobe, e que subida até Carrazeda de Ansiães com algumas rampas bem duras com 9, 11 e 14%... Final da subida, novo abastecimento e retemperar as forças pois ainda faltavam 113km. Nova descida, feita a grande velocidade onde rapidamente chegamos a Foz do Tua, paisagens fantásticas com as vinhas e o rio a embelezar as vistas, mas com as obras da barragem a estragarem um pouco a paisagem. 3ª subida desta vez até Alijó e depois Favaios, a estrada quando inclinou foi uma loucura com as primeiras rampas com 11% e 14%, uma loucura, o grupo foi-se desfazendo e de repente vamos ficando sozinhos. Fui pondo o meu ritmo e nova paragem em mais um abastecimento no final da subida, onde aos poucos iam chegando os elementos do grupo. Voltamos a descer até Cheires, para depois subir até Sabrosa, que para mim foi uma das subidas mais duras, apesar de terem sido só 4km a percentagem média era de 8,5% e onde tive uma ameaça de caibras, mas lá meti o meu ritmo e a situação acalmou.
Novo abastecimento e este muito bem-vindo pois as energias já não eram muitas. Arranquei sozinho, mas na descida para o Pinhão rapidamente foi apanhando alguns atletas. Foi um descida fantástica, muito rápida mas com paisagens bonitas mas com a parte final, na chegada ao Pinhão, com paralelo que serviu de massagem para descomprimir. Juntei-me a um grupo de malta com 2 elementos que moram na Trofa e que também, tal como eu, fazem provas de trail e que foi o motivo da conversa até ao ultimo abastecimento. Este abastecimento foi importante, pois iríamos ter pela frente uma subida de 7km para Armamar com 6,7% de inclinação média tendo o ultimo km 12% de inclinação média e que melhor final de prova que não este??? Mas antes dessa subida iríamos percorrer 12km na estrada mais bela do mundo. A subida foi feita num ritmo bastante lento, pois as pernas e a mente já não deixavam impor um ritmo mais rápido, cada km pareciam 10, a subida não parecia ter fim e o ultimo km foi de extrema dureza. Quando cheguei ao final da subida, pensei eu que iríamos descer para a Régua, mas estava enganado, ainda tivemos uma pequena subida, que psicologicamente deita um pouco abaixo, mas que foi superada a um bom ritmo na roda de um companheiro. Descida final e para nosso azar estava molhada, pelo que teve que ser feita com calma e com algum stress pois não queria estragar a prova no fim... Passado este ultimo obstáculo, chegada à Régua e o cruzar da meta 7h20min depois de ter dali saído. A bicicleta que usei foi uma Lapierre do meu amigo Lopes, a quem desde já agradeço por me ter emprestado. Adorei a bike, é muito confortável, segura e rola muito bem, parabéns pela aquisição :D
Passado uns minutos,  chegou o meu companheiro Pedro, uma chegada muito saudada pelos companheiros alentejanos que estavam comigo. Depois de recebermos as medalhas, fomos ao carro buscar as coisas para o banho e segui-se uma viagem a pé de aproximadamente 3km para as piscinas para tomarmos o belo duche e sempre debaixo de chuva, será desnecessário dizer que regresso foi igual :D Foi um alongamento ativo...

Mai uma aventura vivida e ultrapassada e agora venha a Serra da Estrela que é já em Julho...














A felicidade da chegada e do dever cumprido :)



domingo, 12 de abril de 2015

Deambular pela Serra da Gralheira

Abril 2015


5ª feira 2 de Abril

Para aproveitar o tempo nestas férias da Páscoa resolvemos passar 3 dias em Cinfães, mas claro, na companhia da bicicleta, cedida gentilmente pelo Nuno Maia. A aventura começa com a viagem para a minha terra, na companhia do amigo Pedro. Combinada a saída para as 8h, resolvemos ir tomar o pequeno almoço à Primar. Comida a broa de mel, saímos rumo ao destino, desta vez, pela margem sul do Douro. Foi um autêntico rompe pernas, subidas e descidas constantes até Castelo de Paiva, onde o meu fiel escudeiro me deixou. Segui viagem, com uma curta paragem para café e siga, toca a subir até Cinfães. Como não poderia deixar de ser, a cereja no topo do bolo, a subida ao Pinheiro, 2,2km com 7% de pendente média e não satisfeito, resolvi subir até ao campo de tiro para ver a paisagem (4km com 8% de pendente média).
Chegado ao Pinheiro um copo de água fresca, da fonte lá de casa, nada melhor para retemperar as forças. Almoço e à tarde, um relax junto do meu pequenote.

6ª feira 3 de abril

Acordei bem cedo, tomei um pequeno almoço reforçado, pois sabia o que tinha pela frente e segui rumo à Serra da Gralheira. A parte inicial foi uma descida sinuosa, com algum vento até Porto Antigo. Chegado a Porto Antigo, iniciei a longa subida que me esperava. Passei por Vila Nova, terra da minha avó materna e da qual guardo bastantes recordações. Estas, rapidamente se desvaneceram, tais eram as rampas que ia encontrando e a dor de pernas que ia sentindo. E subia, subia, subia e quanto mais subia, mais fantásticas eram as paisagens. A meio da subida furei, para variar, e no local onde mudei a câmara, era um silêncio incrivel, só se ouviam os barulhos da natureza, lá no fundo os sinos das ovelhas e das vacas a pastarem nos campos verdes que abundavam em meu redor. Resolvido o problema segui viagem montanha acima até chegar à Gralheira. Apesar de algumas vezes o terreno aplanar um pouco, cheguei a apanhar rampas com 18 e 20%, que lentamente foram sendo superadas. Chegado à Gralheira procuro um café, mas em vão, estava tudo fechado. Parei numa fonte, enchi o boião e rumei ao Montemuro. Andei um pouco perdido com algumas paragens para "checar" onde estava. Faço uma descida alucinante num piso algo irregular e chego à Nacional, com estava um pouco perdido. Viro no sentido contrário, desço cerca de 2km e quando olho para o fundo da descida... Cruzamento para Castro Daire, pelos vistos era para o outro lado... Volto a subir o Montemuro cerca de 15km a subir paro no topo, umas fotos, lavo a cara na fonte e faço os 20 km de descida até Cinfães sempre com vento de frente. A meio da descida apanho um companheiro que me fez companhia até à vila e realmente com companhia, a coisa fica mais fácil. O companheiro seguiu para o Marco de Canaveses e eu volto a subir para o Pinheiro, e que tormento de subida neste dia. Finalmente em casa, cheguei fora da hora prevista, mas para a próxima meto o trajeto no GPS. À tarde ainda deu para ir passear com a família à linda floresta que tanto corri quando era "piqueno".





Sábado 4 de Abril

 Foi dia de regressar a casa, desta vez pela marginal e com vento pelas costas. Quando se pensa que é sempre a descer, eis que a estrada para Castelo de Paiva é a subir :D Feita a subida tranquilamente, seguiu-se a descida e algum desnorte para achar a estrada que vai dar à ponte antiga. Rapidamente fui dar à ponte e siga, sempre em bom ritmo, com paragem claro no cafezinho perto da subida da Serra da Boneca. Satisfeito o vício, só falta o resto da marginal. Viagem feita tranquilamente e ate deu para fazer uma média interessante com a ajuda do vento, claro está...
Venha a próxima aventura

Fica o video e os pormenores da ida à Gralheira :D




Até lá
Luís Costeira

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Rapha Festive 500

Um ano depois volto a postar algo. Desculpem a minha ausência, mas não há tempo para tudo :D

Mais um desafio que me comprometi fazer este ano, visto que o ano passado não o consegui superar foi o Rapha Festive 500 no Strava, que consistia fazer 500km entre a véspera de Natal (24 Dezembro) e a véspera de Ano Novo (31 de Dezembro). Entre alguma ginástica nos horários e a paciência da minha mulher lá me fui esgueirando para ir fazendo uns quilómetros. No primeiro dia baldei-me ao treino depois de ter deixado pendurado o meu amigo Pedro Cordeiro. 

Dia 1

No dia de Natal fiz um treino na companhia dos amigos Nuno Maia e Pedro Cordeiro, foram os primeiros 72km deste desafio. Rumamos à barragem de Crestuma e regressamos por V.N. Gaia. Ainda vim pela marginal até Matosinhos e subi a Circunvalação no regresso a casa.



















Dia 2 

Segundo dia de desafio, na companhia do meu grande amigo Carlos (Lota) fizemos a nossa voltinha da praxe, voltinha pelo Aeroporto, Leça, Matosinhos, paragem para reabastecimento e regresso pelo Freixo. Deixei o Lota em casa e optei por fazer mais uns km fazendo a minha volta pequena pelos arredores da Maia.














Dia 3


No terceiro dia, o objetivo seria fazer 90km. Já saí tarde de casa e cheguei à Povoa de Varzim a fazer contas e a pensar que não iria conseguir, até que apanhei o comboio da malta da Ribeiro's Bikeshop e que me levaram a voar até Esposende. Paragem para obrigatória nas Clarinhas de Fão e regresso a casa. No final separei-me do grupo para fazer os 90km.
Mais um dia a pedalar com boas sensações apesar do treino até à data não ter sido feito de forma regular.


Dia 4 

Domingo, que seria o treino do Trio da Licra, os restantes dois elementos do grupo baldaram-se e lá fui sozinho fazer a minha volta por Sto Tirso. apanhei bastante vento e as pernas na subida do Aeródromo já não estavam a colaborar muito, ainda prolonguei a volta, mas por falta de tempo e também de pernas não deu para mais.















Dia 5 

Mais um dia, mais uma pedalada a solo e com bastante frio, mesmo para um treino feito da parte da tarde. Resolvi fazer o percurso pela Trofa e passar na ponte mágica em Vilarinho, que faz parte do Caminho de Santiago, onde parei para umas fotos. Paisagem bonita e tranquilizante que nos leva para bem longe da cidade. Já só faltam 145km... :D















Dia 6
Sexto dia, faltavam-me 145km e pensei em fazer 100km, para no dia seguinte fazer os últimos 45km, no ultimo dia do ano na companhia dos amigos, mas entusiasmei-me e acabei por fazer 154km. Fui até Viana do Castelo comer uma bola de Berlim ao Natário e regressei. No regresso ainda deu para ir à clinica Veterinária comprar o desparasitante para o meu gato Kiko :D Mais um dia em cima da bike e hoje foi dose, fiz media de 28km/h, que para sozinho e pelo momento de forma que estou é muito bom. 
                                   



Dia 7

Ultimo dia do desafio e já com os 500km cumpridos fui fazer um passeio com os amigos Pedro Cordeiro e Nuno Maia, pelos caminhos de Santiago. Iniciamos já fora da hora combinada, mas lá fomos em ritmo de passeio até ao Ponte mágica, em Vilarinho e rumo a S. Pedro de Rates. Paragem em Vila do Conde para abastecimento e regresso a casa a bom ritmo pois o tempo já apertava. Foi assim cumprido o desafio dos 500km, venham mais uns quantos, que quande se pedala por gosto, nunca nos cansamos :D 









FELIZ 2015!!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

BTT Aldeia do Pai Natal - Gralheira

21 de Dezembro 2014


Mais uma aventura com os amigos Lota e Lopeky. Desta vez convenci-os a ir fazer um Passeio de BTT pela aldeia do Natal, a Gralheira, bem pertinho de Cinfães. Resolvemos ir na véspera a seguir ao almoço e ir dormir à casa do Pinheiro. Se no Porto fazia frio, em Cinfães estava um gelo. Casa fechada, de pedra antiga já se está mesmo a ver. Mal chegamos acendemos logo a lareira da cozinha e a da sal, claro está. Aquecedores todos ligados nos quartos e vamos lá fazer o jantarinho para os atletas e respetivos acompanhantes, pela segunda vez o meu filhote me acompanha a uma prova :D 
No dia seguinte bem cedo acordamos e fomos tomar o pequeno almoço à vila debaixo de um frio invernal 2ºC bem bom para quem vai para o monte andar de bike...
Seguimos viagem pela serra do Montemuro até à Gralheira, viagem divinal e já deu para tirar umas ideias para uns passeio com a bike de roda fina. Chegados lá, segui-se a aventura de encontrar o secretariado, dizia eu "Tu queres ver que chegamos cedo demais e a malta do secretariado ainda não chegou?" Como é possível numa aldeia tão pequena nos desencontrarmos da zona do secretariado??? Passado um tempinho lá encontramos a malta toda, levantamos os dorsais e vestimo-nos a rigor para a prova/passeio. Enquanto esperávamos pela partida íamos observando as máquinas e os "charutos" que nos rodeavam e alguns artistas que iam demonstrando os seus dotes em cima da bike. Foi dada a partida com algum tempo de atraso e lá fomos rumo à exploração da linda Serra da Gralheira. A primeira parte do passeio foi algo serenaste, pois estava muita malta junta e como já estávamos há bastante tempo sem fazer BTT ainda demorou a ganhar novamente confiança em cima da bike. Mas com o tempo a confiança ía voltando e com tanta subida também íamos aquecendo. Paragem para abastecimento no cimo de uma subida que parecia interminável, mas com uma paisagem de tirar o fôlego...

Reunião do trio e resolvemos optar pelo percurso mais curto, pois a condição física e a destreza em cima da bike não era a melhor. Apesar de só termos feito 19km deu para conhecer esta belíssima serra com a promessa de lá voltar para desfrutar novamente daquelas paisagens e da tranquilidade que elas transmitem... Regresso a Cinfães, banho tomado e fomos almoçar às 15h, vá lá que arranjamos quem nos servisse...



















Até à próxima aventura...
Luís Costeira